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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Capítulo 01 - Parte 01


Noite de 25 de abril de 1989...


 O brilho dos relâmpagos e o estrondo dos trovões traziam uma agitação naquela noite de abril. A família Henderson jantava em sua longa mesa de madeira maciça no centro da grande sala de jantar, um ambiente aconchegante, com uma lareira de tamanho louvável no frio que fazia naquela noite. Na sala bem iluminada, era possível ver os belos quadros de lindas paisagens, como a de campos floridos, grandes cachoeiras no centro de robustas rochas que traziam a beleza dos pássaros em seus pequenos ninhos, todos eram assinados por Rose Henderson, espalhados nas rosadas paredes do local, mas a que mais chamava a atenção era a de uma pequena criança sentada no sofá com forro branco bordado, com um lindo vestido azul, sapatinhos do tamanho de um polegar brancos, olhos azuis que lembravam a cor do céu e que combinavam com a cor do vestido, nos lábios da pequena menina um sorriso carinhoso e no pescoço, um pequeno colar dourado com um pingente saliente em forma de coração. A expressão da criança retratava o esplêndido talento de sua mãe e artista. No teto um grande e formoso lustre de cristal com detalhes dourados, trazia um toque refinado e elegante à sala. As cadeiras de madeira, forradas por um tecido branco traziam um contraste magnífico com o tom mais escuro da madeira da mesa e da própria cadeira.
O Sr. Henderson, era um homem culto e de bom coração, com sua postura elegante e um porte invejável, sempre com seu belo fraque preto, cobrindo a camisa branca junto com a bela gravata dourada, reanimando o elegante estilo britânico do ano de 1915, que contrastava com o relógio dourado, herança de família. Sentava à ponta da mesa, enquanto a Sra. Henderson estava ao seu lado sustendo a pequena criança no colo, a que usara como modelo para fazer o quadro. Sua imagem poderia ser invejada por qualquer outra mulher no mundo. Seu belo vestido azul com pequenos detalhes delicados brancos lhe dava leveza e delicadeza. Carregava em seu colo um refinado crucifixo prateado e trabalhado. Brincava com a pequena criança, enquanto a alimentava, porém, fora interrompida por um pequeno bocejo da filha. Com sua voz calma e suave ela interrompe sua janta:
- Rob, vou levar a bebê para o quarto, ela já está com sono.
-É claro – disse pausadamente – estarei esperando.
Eles trocaram olhares durante um tempo, e tão brevemente, um longo e deslumbrante sorriso surgiu nos lábios da bela mulher, denunciando seus dentes perfeitos e brancos, que logo foram respondidos pelo belo sorriso de seu marido.
Com toda a educação, a Sra. Henderson se levanta erguendo a criança ao colo e começa a subir as escadas para o andar superior onde ficava o quarto da pequena, enquanto o Sr. Henderson baixava os talheres à mesa esperando sua esposa voltar para continuar a janta.
Os Hendersons eram pessoas respeitadas por todos pela sua educação e simpatia, em nenhum lugar tinham inimigos, eram queridos por todos por tamanho caráter que possuíam. Isso, devido à grande e nobre família a que pertenciam. Seus pais eram pessoas igualmente respeitadas.
Chegando ao andar de cima, a Sra. Henderson entra no pequeno quarto de paredes num tom lilás suave, que ficava mais claro quando a pequena luz branca no teto iluminava o ambiente. O quarto da criança possuía um grande tapete numa cor de palha com flores roxas, onde vários ursinhos de pelúcia e bonecas se encontravam espalhados, resultado das brincadeiras da criança na tarde daquele dia. A Sra. Henderson desvia-se dos pequenos obstáculos no chão, indo até o outro lado do quarto, onde ao lado do pequeno berço branco e com grades de madeira dos lados se encontrava uma poltrona branca com um forro de rendas rosadas. Ela se senta na poltrona e põe sua amada filha deitada em seu colo. A criança lhe dá um sorriso quando encontra os belos e calmos olhos da cor do céu de sua mãe, de onde herdara os seus. Assim, o pequeno sorriso vazio, mas cheio de alegria, provoca o sorriso engraçado de sua mãe. Elas ficam assim, durante um tempo, trocando olhares e sorrisos. Apesar da criança ainda não ter aprendido a falar, parecia que elas conversavam sobre tudo o que pensavam.
                                    
                                      ***

Em meio às grandes árvores, algo corria velozmente, como se voasse em meio às folhagens molhadas pela tempestade. Algo fugia, como se seu caçador fosse algo grandemente perigoso à sua sobrevivência, ele corria, sem ao menos saber qual direção tomava, até que algo lhe chama a atenção a quilômetros à sua frente. No alto da colina, emanava de uma pequena janela uma luz branca, destacando-se na escura e agitada noite. Ele corre até chegar mais perto do lugar onde tinha observado a pequena luz branca. Seus olhos se voltam, agora mais perto, à casa do alto da colina, onde pode observar mais algumas, porém poucas luzes acesas. Ele olha para trás, com o mesmo olhar que o fez enxergar quilômetros à frente, procurando seu caçador. Ele estreita um pouco seus olhos, mas logo se volta para a direção da luz. O resultado de sua “procura” pareceu satisfazê-lo. O sentimento de prazer toma conta de seu coração. Naquele momento, seus olhos pareceram ser banhados por sangue, as pontas de seus lábios se erguem mostrando seus dentes enquanto a ponta de sua língua percorreu de canto a canto seu lábio inferior, sua visão, naquele momento, se destinava ao alto da colina.

                                      ***

A pequena menina interrompeu a silenciosa conversa pondo as pequenas mãos de marfim ao colo de sua mãe, fazendo esforço para ficar em pé, como se estivesse escalando uma grande montanha. Quando chegou ao topo de sua escalada, encarou a bela figura de sua mãe nos olhos, ainda com o belo sorriso, como se dissesse “Eu consegui!”, enquanto sua mãe lhe devolvia um sorriso cheio de alegria e orgulho, como se dissesse “Parabéns!”. Com suas pequenas mãos a menina desliza seus dedos pelo rosto da Sra. Henderson, sentindo a pele igualmente branca como marfim, macia e aveludada de sua mãe, caindo até as maçãs de seu rosto onde habitava um pouco mais de cor, um pouco rosado. Deslizou um pouco mais os delicados e frágeis dedos, indo até os avermelhados lábios naturais da mulher magistral, que levemente descansaram em sua palma dando-lhe um beijo. Um pouco desequilibrada, a criança cai sentada, novamente no colo de sua mãe que lhe dá um sorriso de graça. Seguindo o bocejo que apareceu novamente nos pequenos lábios da criança, a Sra. Henderson a põe novamente em seus braços, se levanta e caminha em direção ao pequeno berço, ao lado da janela de madeira com cortinas brancas e laços rosa. Já na ponta da cabeceira, ela leva seus lábios na direção do rosto da criança e lhe dá um doce beijo pouco acima das sobrancelhas claras e finas, que a faz dar uma pequena risadinha de graça. Ela deita a pequena no berço e a cobre com um pequeno cobertor rosa com coelhinhos brancos. Seus olhos se voltam a uma pequena prateleira branca, acima do berço, fixada na parede lilás, onde havia uma fileira de bonecas de porcelana. Ao lado da ultima boneca, havia dois talos de flores. Ela estende, num gesto gracioso, o longo e delicado braço na direção das flores, apanhando-as. Ela as traz perto do rosto e fecha os olhos, apreciando o agradável aroma. Flores era a paixão particular da Sra. Henderson. Envolta da casa, ela fizera um pequeno jardim onde plantou diversas flores, que em sua variedade davam cor e brilho a pequena, mas refinada casa de madeira. Enquanto ela sentia o aroma das flores, ela voltava a sua infância, quando corria pelos grandes campos de margaridas, colhendo algumas, e depois parando a todo o momento que via uma nova flor. Chegava em casa e as colocava num pequeno vaso redondo branco que ficava na pequena janela de seu quarto de solteiro, e que hoje, estavam em cima da pequena mesa de madeira em seu quarto de casal com algumas margaridas. Ela sorriu, gostava de se lembrar de sua infância. Gostava de se lembrar do inicio de seu namoro quando o Sr. Henderson lhe trazia flores sempre que se encontravam. Seu sorriso se transformou numa risada abafada quando ela se lembrou que ele faz isso até hoje, com o mesmo olhar apaixonado de sempre, o mesmo olhar de quando brincava dizendo que abririam uma floricultura dentro do quarto de Rose. Ela abriu os olhos e observou calma, e agora com uma respiração constante, mergulhada em sonhos, o pequeno resultado do amor do casal. Ela colocou as flores ao lado da criança, como fizera ao longo desses dois anos.
- Boa noite, querida!Mamãe te ama. -disse com sua voz serena e cheia de amor.
Ela pensou em se virar para ir embora, mas sua mente voou diretamente à janela quando percebeu que as leves cortinas brancas balançavam. Ela apenas esticou os braços e puxou costumeiramente a lateral da persiana de madeira para fechá-la.
Ela se virá e caminha até a porta, fazendo os mesmos desvios que fizera quando chegara ao quarto, certa de que sua filha teria uma longa e calma noite de sono.
Mas, quando ela chega à porta, ela pára. Uma leve brisa chega até sua nuca, descoberta pelos cabelos, uma brisa fria e duvidosa - ela acabara de fechar a janela para que a criança não se resfriar ao pegar um vento. – Virando-se novamente, e indo em direção ao berço, a cada passo ela pensava em uma explicação lógica para a janela aberta. Seus olhos azuis, agora duvidosos, se aproximavam cada vez mais da janela, focando sua vista, procurando algo que os esclarecesse, até que eles despertam dessa concentração, focando agora no berço da criança, que chorava como se demonstrasse desespero. Talvez ela tenha descoberto o verdadeiro motivo para a janela estar aberta. A Sra. Henderson pegou a criança no colo, e tentava acalmar sua filha. Os olhos da criança demonstravam um medo claro, que foi passado a sua mãe de tão intenso. Um grande estrondo seguido das luzes se apagando sozinhas faz com que ela dê um pequeno pulo de susto. Não era o barulho dos trovões. Ela olha janela a fora, aproveitando que ela esta aberta, afinal, e vê um dos postes de energia elétrica junto com sua rede de fios destruída no chão. Um raio de certo o acertara.
Seus olhos correram toda a paisagem dada pela janela do pequeno quarto, olhando desde a rede elétrica até o canto lateral direito da janela, onde em cima da pequena jardineira da janela havia um vaso de flores que colocara lá de manhã para que pegassem um pouco de sol, lá seus olhos param fixados, como se procurassem algo para olhar.

                                                         ***
Com o grande estouro da rede elétrica, o Sr Henderson havia se levantado da mesa de jantar onde esperava sua esposa para continuarem a janta. Estava na janela, apenas observando a chuva e seu estrago local. A luz começou a piscar no belo lustre central até que os reluzentes brilhos causados pelos cristais desapareceram junto com a luminosidade do cômodo.  Ao ouvir o choro intenso se sua filha, ele voltou sua atenção a grande escada que dava acesso ao quarto, onde sua esposa estava com a criança. Caminhou até a escada, ainda olhando para cima prestando atenção em qualquer ruído vindo do quarto. Quando chegou ao primeiro degrau da escada de madeira escura ele parou.
- Rose? – disse, mas sem obter resposta.

                                       ***

 Ela não sabia para que, e nem porque olhava para as flores, mas ela não desviava os olhos, nem chegava a piscar devido a sua concentração, afinal de contas, o que teria de tão importante para olhar em um pequeno vaso de flores? Talvez fosse possível descobrir, mas a questão que lhe incomodava era outra. Onde estava o vaso? Ela não o recolhera em momento algum do dia, disso tinha certeza. Não tinha idade para começar a esquecer das coisas. Ela estreitou os olhos forçando a vista, até que seus olhos se acostumaram com a escuridão da noite. Algo branco chamou a atenção de seus olhos que baixaram um pouco o foco. O vaso estava caído dentro da jardineira, com suas flores espalhadas. – Talvez a tempestade a tenha derrubado – porém, as flores estavam perfeitas sem nenhum sinal de terra por cima. Ela queria dar meia volta, colocando a menina, que ainda chorava, em seus braços e acalmá-la, mas algo prendia sua mente. Sentiu um aperto em seu coração, um arrepio lhe ocorreu à espinha, ela tremeu. Atrás do vaso, uma escuridão. Geralmente era possível ver as grandes árvores da colina por trás do vaso, e isso também a intrigou. – Certamente haveria algo atrás do vaso, mas o que? – Um leve borrão preto em uma determinada área da paisagem a impedia de ver as grandes árvores. Ela tremeu.  Não precisou de muito tempo para a Sra Henderson num impulso imediato ao susto fechou a janela rapidamente, isto após concluir que sim, havia algo por trás daquele vaso derrubado, e o que quer que fosse estava pendurado na jardineira, e era grande demais para ser apenas um pássaro. Ela rapidamente lança a criança, que agora parava de chorar, em seus braços e atravessa o quarto sem se preocupar com os antigos obstáculos. Correu como se não houvesse chão, correu para se salva e salvar sua filha do que quer que estivesse do outro lado do quarto, ela abre a porta, e corre em direção as escadas.

domingo, 14 de novembro de 2010

Prólogo


As gotas eram frias. Escorriam pela minha face distorcida pela confusão.
Ali estava eu, os dedos unificados com a bainha da espada. A lâmina de prata brilhava aos relâmpagos. Eu estava no lugar certo. Na hora certa. Com a pessoa certa. Meu objetivo estava atirado a minha frente, indefeso. Aquela era a hora de erguer a espada e por um fim a sua existência, cravar-lhe o peito e dar-lhe um último suspiro.
Se tudo estava tão claro em minha mente, o que prendia meus pés ao chão? 
A força fora arrancada de mim sem razão ou por uma crueldade de meu destino?
O que, afinal, eu fazia ali?
Pude sentir a ira circulando em minhas veias ao observar os olhos de sangue que me encaravam a espera de um golpe. Senti raiva de sua raça, ódio de sua existência, de seus atos egoístas e maníacos.
Pensei no que fizeram aos meus pais. Na crueldade em seus olhos.
À minha frente estava meu inimigo.
Não aquele que os matara.
Aquele que matou muitos outros.
Era meu dever, e eu sabia disso. Tentei me levar pelas motivações em minha mente. Dei um passo à frente e logo fui presa à terra molhada novamente.
“O que está havendo comigo?”
Olhei novamente. À minha frente estavam olhos conhecidos. Por trás do sangue, havia algo forte o suficiente para fazer tudo desaparecer e nascer novamente. Algo que fez meu coração pulsar louco e inconseqüente, que atordoou minha mente e me retirou o ar por um minuto.
Ele se levantou lentamente.
“Avance!”, gritei para mim mesma.
Recuei.
Um passo para trás e logo um calor incontrolável cobrindo minha pele. Seus braços apertaram-me contra seu corpo quente enquanto eu afundava meu rosto em seu peito, suspirando seu cheiro, embriagando-me com sua proximidade.
Eu fracassara e agora, pagaria com minha vida.
Ele se moveu rapidamente sobre mim. Fechei os olhos e esperei pela morte.
Procurei pelo culpado em meio às árvores silenciosas.
Eu o encontrei.
Estava entre mim e ele.
Batendo acelerado.
Por um minuto, acreditei que ele batia pelos dois.
“Coração escroque”.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Hey People!


Pra quem pensou que Trickster escafedeu-se, eu tenho uma notícia.
Yes cara, você não está vendo coisas no background desse blog. Ele voltou!
Não com o mesmo link ou com o antigo blog. Eu bem que tentei mas esqueci a senha -Q
xD
Enfim, nessa nova etapa de Trickster trago-lhes as novidades. Para os antigos leitores que eu consegui encontrar, talvez a maioria já tenha lido grande parte da história, MAS nesse blog Trickster terá todos os seus capítulos editados [menos o capítulo 01 que já foi editado, reeditado, mil vezes], a maioria dos capítulos terá imagens introdutórias novas e mais.

DESSA VEZ O BLOG NÃO PARA ATÉ ACABAR!

Se eu der sorte ainda termino essa triologia antes de perder os dedos nesse teclado.
Fiquei tanto tempo fora que me enrolei com as novas configurações desse site. Coisa mais louca [antiquada], mas tudo bem.
Fiquei feliz proque tem correção ortográfica. Xisque véii.[chegademassacre]

Espero que todos gostem das novas mudanças.
Yes manolos e manolas.
I back.
bjs;*